A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instala nesta terça-feira (16), às 18h, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pedágios, que vai investigar os processos de concessão de rodovias estaduais. O foco da apuração serão os contratos dos blocos 1 e 2, que ainda estão em fase de andamento, e do bloco 3, já concedido, mas alvo de questionamentos relacionados a atrasos na execução das obras previstas.
Na reunião de instalação, serão empossados os 11 deputados titulares e seus respectivos suplentes, com exceção da vaga do MDB, que ainda não indicou suplente. Também está prevista a definição do relator da comissão, função que vem sendo disputada principalmente por parlamentares de oposição ao governo estadual. A presidência da CPI ficará a cargo do deputado Paparico Bacchi (PL), autor do requerimento que resultou na criação da comissão.
A instalação da CPI ocorre em um dia de agenda intensa no Parlamento gaúcho. Estão previstas uma sessão extraordinária pela manhã, a partir das 10h, e a sessão ordinária às 14h15, com mais de 30 projetos em pauta. Ainda assim, a escolha da data foi considerada estratégica para garantir o início dos trabalhos antes do recesso legislativo, que começa em 23 de dezembro e vai até 31 de janeiro. Durante esse período, os integrantes da CPI poderão dar andamento às atividades da comissão.
As concessões rodoviárias têm gerado críticas de diversos setores políticos, inclusive de parlamentares da base governista. O governo do Estado, por outro lado, avalia que a CPI pode provocar insegurança jurídica e afastar investidores, além de interpretar a iniciativa como um movimento de caráter político, com possíveis reflexos no cenário eleitoral de 2026. O Executivo mantém a intenção de concluir os processos de concessão até o fim do próximo ano.
A comissão será composta pelos deputados Paparico Bacchi (PL); Miguel Rossetto, Sofia Cavedon e Haley Lino (Federação PT/PCdoB); Frederico Antunes e Guilherme Pasin (PP); Rafael Braga (MDB); Capitão Martim (Republicanos); Professor Bonatto (PSDB); Tiago Cadó (PDT); Aloisio Classmann (União Brasil); e Felipe Camozzato (Novo).




