O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (5) que foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ser o candidato do PL à Presidência da República nas eleições de 2026. A sinalização ocorre em meio à impossibilidade do ex-presidente disputar cargos eletivos, devido às condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornaram inelegível.
A movimentação reorganiza o cenário interno do partido, que há meses convive com disputas pela liderança política deixada por Bolsonaro. Nomes como o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), eram apontados como potenciais candidatos apoiados pelo ex-presidente.
Segundo aliados próximos ao senador, a escolha foi comunicada por Bolsonaro durante conversas privadas e reforçada em visita realizada por Flávio na última terça-feira (2), na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde o ex-presidente está preso por tentativa de golpe de Estado. Flávio tem atuado como interlocutor político da família desde a prisão do pai.
A decisão também teve impacto entre outros membros do núcleo bolsonarista. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que havia demonstrado interesse em se colocar como pré-candidato, manifestou apoio integral à escolha do irmão. Já setores alinhados à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmam ainda não ter sido informados oficialmente.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou que o nome de Flávio Bolsonaro será adotado pelo partido. A sigla, porém, ainda deve consolidar internamente a pré-candidatura, que enfrenta resistência em parte da base bolsonarista e é avaliada como pouco competitiva por dirigentes.
A orientação repassada ao senador inclui a ampliação de sua presença em agendas públicas e articulações em diferentes Estados, como forma de fortalecer sua projeção nacional antes do início oficial da campanha.
Perfil
Flávio Bolsonaro, 44 anos, é o filho mais velho do ex-presidente. Empresário e advogado, foi deputado estadual no Rio de Janeiro antes de ser eleito senador em 2018. O mandato atual termina em 2027. No Congresso, é reconhecido por aliados por manter interlocução considerada mais pragmática e política em comparação com os outros filhos de Jair Bolsonaro.




