A Justiça revogou, nesta terça-feira (21), a prisão temporária do professor de Direito e advogado Conrado Paulino da Rosa, suspeito de crimes sexuais contra mulheres em Porto Alegre. Ele havia sido preso em 26 de setembro e deixou o presídio no fim da manhã desta quarta-feira (22).
A investigação da Polícia Civil aponta que os supostos crimes ocorreram entre 2013 e 2025, envolvendo pelo menos 12 mulheres, que registraram ocorrências e prestaram depoimentos. As denúncias incluem relatos de estupros, agressões durante relações sexuais e violência psicológica. Detalhes da apuração não foram divulgados, devido à natureza dos crimes.
Conrado Paulino da Rosa trabalhava na Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), onde lecionava para graduação e mestrado em Direito e coordenava a pós-graduação em Direito de Família e Sucessão. Ele também foi presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Seção RS (IBDFAM-RS), e é autor de 18 obras na área. Ele foi demitido da FMP em 18 de setembro, após o início da investigação.
A defesa do professor informou que a prisão foi revogada por não haver diligências investigativas pendentes que justificassem a manutenção da custódia e apontou dificuldades de acesso aos autos do inquérito. Resultados de perícias toxicológicas apresentaram resultados negativos. A defesa reafirma a confiança na inocência de Conrado Paulino da Rosa e afirma que os fatos serão integralmente esclarecidos em juízo.
Por sua vez, as denunciantes manifestaram consternação e indignação com a soltura, apontando a decisão como reflexo de padrões históricos de impunidade em casos de violência contra mulheres e destacando a importância de medidas de proteção e perspectiva de gênero no sistema de Justiça.




