O Exército de Israel anunciou nesta sexta-feira (10) que o cessar-fogo na Faixa de Gaza entrou oficialmente em vigor às 9h (horário local), após um acordo com o Hamas mediado pelo Egito. O entendimento prevê a libertação de reféns israelenses dentro de um prazo de 72 horas.
Segundo o comunicado militar, as tropas começaram a se reposicionar ao longo das linhas de retirada, mas seguirão atentas a “qualquer ameaça imediata”. Apesar da trégua, o exército alertou que algumas áreas da Faixa continuam perigosas.
Autoridades locais ligadas ao Hamas confirmaram que veículos israelenses deixaram posições em Gaza e Khan Yunis, enquanto milhares de moradores voltaram a se deslocar para o norte do território.
Em discurso, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que, dos 48 reféns ainda em Gaza, 20 estão vivos e 28 morreram. Ele declarou esperar que todos sejam devolvidos até segunda-feira (13), quando o país deverá celebrar um “dia de alegria nacional”, coincidindo com a festividade judaica do Simchat Torá.
De acordo com o plano, as tropas israelenses devem recuar até a chamada “Linha Amarela”, entre 1,5 e 3,5 quilômetros da fronteira, controlando cerca de 53% do território durante a primeira fase da retirada — parte de uma proposta apresentada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou pretender viajar ao Oriente Médio no domingo (12) para acompanhar o processo.
O acordo, que encerra dois anos de conflito, foi resultado de quatro dias de negociações indiretas entre Israel e Hamas no Egito e prevê ainda a libertação de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos.
Apesar do cessar-fogo, ainda houve relatos de confrontos e ataques aéreos antes da retirada total das tropas. A Defesa Civil de Gaza informou que duas pessoas morreram nesta sexta-feira em incidentes isolados durante o processo.




