Uma mulher de 36 anos foi presa preventivamente nesta quinta-feira (2), em Balneário Pinhal, no Litoral Norte, suspeita de torturar o próprio filho, de 15 anos. Conforme a investigação da Polícia Civil, ela teria queimado as mãos do adolescente no fogão como forma de castigo, após, supostamente, ele ter furtado objetos de um vizinho.
O caso chegou ao conhecimento das autoridades depois que a escola do jovem comunicou a ausência dele por 10 dias. Quando retornou às aulas, o estudante estava com as mãos enfaixadas e relatou aos professores que havia sido agredido pela mãe.
Além de causar as queimaduras, a mulher não teria procurado atendimento médico. Em vez disso, segundo a polícia, aplicou sal de cozinha nas feridas, o que agravou o sofrimento do filho.
De acordo com o delegado Rodrigo Nunes, responsável pela investigação, as lesões evoluíram para um quadro infeccioso grave, com risco de amputação. No hospital, foram constatadas queimaduras de terceiro grau nas duas mãos, infecção avançada e odor característico de necrose.
A prisão foi realizada no balneário Magistério, durante a terceira fase da Operação Elo de Proteção, que reforça o combate a crimes contra pessoas em situação de vulnerabilidade. A mulher foi encaminhada ao sistema prisional e deve responder por tortura e omissão de socorro.
O adolescente segue internado, em tratamento para recuperação das lesões e da sensibilidade das mãos.




