O Brasil tem um novo campeão mundial de surfe. Yago Dora, curitibano de 29 anos, venceu o norte-americano Griffin Colapinto na grande final do World Surf League Finals (WSL), disputado nesta segunda-feira (1º), em Cloudbreak, Fiji. O título é inédito para o atleta e representa a oitava conquista do país nos últimos 11 anos, consolidando ainda mais o domínio da chamada “Brazilian Storm”, a geração de surfistas brasileiros que vem transformando a modalidade.
A campanha até o título
Líder do ranking após uma temporada consistente, com vitórias em etapas importantes como Peniche (Portugal) e Trestles (Estados Unidos), além de um vice-campeonato em Jeffreys Bay (África do Sul), Dora chegou ao Finals precisando de apenas uma vitória para levantar o troféu.
Na decisão contra Colapinto, o brasileiro mostrou segurança desde os primeiros minutos. Com notas de 7.33 e 8.33 em manobras agressivas e um tubo bem encaixado, construiu uma somatória de 15.66 pontos, suficiente para controlar a bateria até o fim. O americano ainda chegou a liderar por alguns instantes, mas não conseguiu superar o desempenho do brasileiro.
Italo Ferreira, campeão mundial em 2019 e também classificado ao Finals, foi eliminado na segunda rodada e terminou a competição na quarta colocação.
Um caminho moldado desde cedo
Apesar de nascido em Curitiba, longe do mar, Yago cresceu em Florianópolis, após a mudança da família. Inspirado pelo pai, o ex-surfista profissional e treinador Leandro Dora, trocou a bola de futebol pela prancha ainda na infância e, aos 11 anos, já se dedicava integralmente ao surfe.
Aos 21 anos, despontou para o circuito mundial ao superar nomes consagrados como Gabriel Medina e Mick Fanning em Saquarema, em 2017. Desde então, firmou-se entre os principais atletas do país e entrou definitivamente na elite da Brazilian Storm.
Legado brasileiro no surfe
Com a conquista de Dora, o Brasil soma agora oito títulos mundiais desde 2014. Gabriel Medina foi tricampeão (2014, 2018 e 2021), Adriano de Souza conquistou em 2015, Italo Ferreira em 2019, e Filipe Toledo venceu em 2022 e 2023.
— Obrigado a todo mundo que me acompanha, que me apoia ou me apoiou na carreira. Esse título é fruto de muito trabalho e dedicação. Estou feliz demais de levar essa conquista para o Brasil, para os meus amigos e para todos que torcem por mim — declarou Yago, ainda no mar, poucos minutos após confirmar o título.
Um título que reforça a tempestade brasileira
A vitória de Yago Dora confirma a força do surfe brasileiro no cenário internacional. Dos últimos 11 campeonatos mundiais disputados, apenas três não tiveram brasileiros no topo do pódio. Mais do que números, o resultado simboliza uma geração que transformou a modalidade em um dos esportes de maior projeção do país.





