A candidatura de Marcelo Marques à presidência do Grêmio foi oficialmente retirada na tarde desta quarta-feira (27), após uma série de impasses políticos envolvendo a composição da chapa ao Conselho Deliberativo do clube. O anúncio foi feito pelo empresário no programa Sala de Redação, na Rádio Gaúcha.
Apesar de não comentar especificamente o motivo, o desfecho ocorre após reunião tensa realizada na terça-feira (26), na sede da Marquespan, em Gravataí, que discutiu a inclusão de nomes indicados pela atual gestão na lista de 180 candidatos ao Conselho Deliberativo. Segundo apuração de Zero Hora, a proposta de incluir representantes de movimentos ligados à administração atual não foi aceita por integrantes da chapa de Marques, provocando o impasse que teria motivado sua desistência.
O pedido de inclusão de 15 nomes na lista da chapa é prática histórica, adotada por ex-presidentes do clube, e abrangia representantes de movimentos como Nação Tricolor, Grêmio Unido, Grêmio Primeiro, Sócios Livres e Grêmio Novo. Estimava-se que a chapa de Marcelo elegeria pelo menos 120 dos 180 conselheiros em disputa.
Além da divergência sobre a composição da chapa, outros fatores políticos e administrativos teriam influenciado a decisão de Marcelo, incluindo disputas por indicações em uma futura gestão, cobranças de torcedores e influenciadores sobre participação e aportes financeiros, e o envolvimento direto com a administração do estádio do tricolor – a Arena do Grêmio.
Após avaliar os obstáculos, Marcelo Marques decidiu se afastar completamente do processo político do clube e não apoiará outros candidatos na eleição presidencial. O prazo de inscrição das chapas para a renovação do Conselho Deliberativo se encerra nesta sexta-feira (29).




