A passagem de um ciclone extratropical pelo Rio Grande do Sul causou estragos significativos em várias cidades do Litoral Norte. Capão da Canoa decretou situação de calamidade pública na segunda-feira (28) após registrar danos materiais em larga escala e risco elevado para a população. A medida tem validade inicial de 24 horas, podendo ser prorrogada conforme a evolução da situação.
Na cidade, conforme informou a prefeitura através de nota à imprensa, a Defesa Civil contabilizou cerca de 130 famílias diretamente atingidas por destelhamentos, quedas de árvores, postes e fios de energia, além de prejuízos em marquises, placas, vidros e muros. Três famílias ficaram desabrigadas e estão abrigadas em estrutura municipal, que também distribuiu lonas emergenciais e disponibilizou unidades da rede de ensino para receber novas remoções, se necessário.
Além de Capão da Canoa, outros municípios da região relataram problemas. Em Tramandaí, houve queda de postes e placas na RS-030. Em Imbé, foram registradas sete ocorrências de queda de postes e ao menos dez solicitações de lonas para residências destelhadas. Parte da garagem da sede da prefeitura teve o telhado arrancado, danificando veículos da frota municipal. Também foi registrada queda de um poste sobre a Ponte Giuseppe Garibaldi.
Em Osório, a queda de uma placa publicitária atingiu a rede elétrica, agravando a falta de energia em diversos bairros. Um prédio também foi destelhado. Já Xangri-lá reportou o colapso da plataforma em Atlântida.
Balneário Pinhal, Cidreira, Palmares do Sul, Capivari do Sul, Maquiné, Itati e Mostardas também estão entre os municípios do Litoral Norte afetados. Foram registrados destelhamentos, quedas de árvores e postes, alagamentos e longos períodos sem energia elétrica. Em Palmares, algumas casas tiveram os telhados danificados. Em Mostardas, houve relatos de alagamentos em áreas urbanas e danos a prédios públicos.
Segundo boletim da Defesa Civil Estadual divulgado nesta terça-feira (29), mais de 20 municípios do Estado já comunicaram ocorrências ligadas aos fortes ventos e chuvas provocados pelo ciclone, que teve rajadas superiores a 100 km/h em algumas regiões. O Litoral Norte e a Região Metropolitana concentram o maior número de moradores sem energia elétrica, com destaque para Capão da Canoa, Osório, Porto Alegre e Viamão.
Equipes da Defesa Civil seguem mobilizadas, e os trabalhos de recuperação e assistência continuam nas áreas atingidas. A prioridade é garantir abrigo às famílias desalojadas, restabelecer os serviços essenciais e minimizar os impactos causados pelo fenômeno climático.























