A advogada Heloísa Gonçalves Soares Ribeiro, nascida em Porto Alegre, é a única gaúcha entre as sete brasileiras procuradas pela Interpol — e considerada uma das mais perigosas. Condenada por homicídio qualificado e investigada pela morte de ao menos quatro ex-companheiros, Heloísa está foragida desde 2011 e ganhou notoriedade como a “Viúva Negra”, apelido inspirado na aranha que mata o parceiro após o acasalamento.
A Difusão Vermelha da Interpol, que inclui criminosos procurados em 190 países, passou a ter um novo nome de destaque recentemente: o da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), incluída após pedido da Polícia Federal por envolvimento na invasão de sistemas do Judiciário. Mas, enquanto Zambelli responde por crimes ligados ao cenário político, Heloísa acumula décadas de envolvimento com casos de estelionato, falsidade ideológica, bigamia e mortes cercadas de mistério.
Hoje com 75 anos e com cidadania americana, Heloísa estaria vivendo na Flórida, o que dificulta a extradição. Ainda assim, o nome da gaúcha permanece como um dos mais emblemáticos da lista de foragidos da Interpol.






